Com o fim da obrigatoriedade no recolhimento da contribuição sindical, as entidades representativas se viram diante de um cenário preocupante: a redução drástica nas receitas. Para manter suas estruturas, seria necessário adequações. A começar pela reformulação na oferta de serviços, de modo que os benefícios e vantagens sensibilizassem o representado a manter seus recolhimentos. Mas qual foi o caminho que muitas delas optaram? Mudar para pior. Em vez de se reinventar para agregar valor a uma nova ideia de representatividade, encolheram a infraestrutura demasiadamente e caíram no ostracismo. Essa última consequência, em razão de relegar a comunicação a condição de dispensável, quando deveria ser o contrário. Divulgação não é gasto, e sim investimento. Equivoca-se o dirigente sindical que dispensa profissionais da área e delega a “aspones” a tarefa de planejar e executar a comunicação da entidade. Demonstra, sobretudo, desconhecimento. Virar as costas para a comunicação é um tiro no pé. O prenúncio do apequenamento institucional.
Equivoca-se o dirigente sindical que dispensa profissionais da área e delega a ‘aspones’ a tarefa de planejar e executar a comunicação da entidade.
